17 de novembro de 2013

Aos olhos da lua :)

A Lua olhou para baixo. Outrora fora o seu encanto. O mundo dos homens fascinara-a, no tempo em que os homens eram do mundo. Lembrava-se concretamente de rios sem barragens, de florestas sem gruas, de vilas sem cimento. Lembrava-se concretamente do verde, do azul. Um diamante em bruto, cheio de vida, sempre que olhava para baixo.
O Sol tinha-a avisado: "Não te iludas! Um dia, quando te beijar, não vais olhar para baixo e sorrir. Há na aprendizagem humana todos os meios que levam ao caos.". Ela tinha-o ignorado. O Sol podia ser quente mas também era pessimista. Os humanos eram fascinantes. Honravam-nos com oferendas e flores, com cânticos e orações. A Deusa Lua, o Deus Sol. Honravam a Terra e a Água e o Ar e o Fogo. O Fogo... lembrava-lhes a alegria quando o tinham descoberto.
Em tempos fora o seu encanto: olhar para baixo e encontrar florestas virgens, rios indomados, mares sem portos, pessoas que sabiam qual a imensidão da Mãe Natureza.
Então, por força do hábito, a lua olhou para baixo. Olhou na busca de uma ilusão. Fitou primeiro os passeios cinzentos, depois a imensidão vermelha e negra dos telhados, depois as florestas de betão. Suspirou. Era triste olhar para o mundo, naqueles dias. Triste como imaginar uma noite sem o beijo do Sol. Uma noite de escuridão.
Desviou o olhar. Acima de si, apenas o negro, ao seu lado o seu eterno amante, debaixo de si a destruição. Queria chorar e não podia. Era uma das coisas que nenhum Deus tinha dado à Lua: olhos que chorassem a devastação que viam.
Lançou um olhar de soslaio ao Sol. Ele dormia, descansado, com o brilho colado ao seu rosto. Como podia ele dormir tão descansado? O mundo, abaixo deles, já não os honrava. As flores tinham dado lugar a estatuetas disformes. Os rios corriam, imundos, para um mar tóxico que ceifava a vida a tantos, tantos seres vivos.
A Lua olhou para baixo. Não porque houvesse algo que valesse a pena ver mas apenas porque o caos lhe puxava o olhar minguante para um infinito de nada. Desesperou nesse olhar, como tinha desesperado antes, tantas vezes. O que seria de si quando os monstros voltassem? Destruiriam a sua face com mais do que bandeiras e pegadas? E se, olhando para si, disforme como a Terra, o Sol já não viesse para lhe beijar o rosto?
A Lua olhou para baixo. Se houvesse uma gota de água nos seus mares, teria chorado. Como não havia, afastou-se um pouco do Sol e fez-se nova para que ninguém, naquele mundo destruído, olhasse o céu e percebesse como ela estava triste.

Contigo


Pode ser uma lagoa ou uma praia ou um coreto. Pode ser o meio da rua, uma esquina qualquer, um banquinho de jardim já meio sem cor. Pode ser o topo da montanha, o vale mais profundo, a floresta mais inóspita. Pode ser uma cascata ou uma cidade suja, com casas cinzentas e pessoas cinzentas a viverem meias vidas. Pode ser um trilho por explorar ou uma ponte de betão. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
Já andei por entre flores sem ver mais do que o negrume da cidade. E já nadei em águas correntes sem sentir mais do que o frio e a vontade da morte. Já caminhei junto ao mar, desejando que o céu se abatesse. O lugar onde nós estamos realmente é o que fica dentro da alma. Não gosto do mundo sem ti. O mundo sem ti pode ter praias e cascatas e florestas. Mas não tem alma, não tem vida, não tem cor.
Por isso, pode ser aqui, pode ser aí, pode ser num lugar que não seja teu nem meu. Pode ser além da distância, por entre a podridão ou no centro da mais pura das essências. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
Não há mapas que me levem até ti. Mas olhando para encruzilhadas e caminhos, compreendo que és o único local onde quero estar. Há mais do que lagoas e praias e coretos no teu abraço. O teu abraço tem constelações e galáxias e universos que ficam além do universo. O teu abraço tem poemas que ainda não foram escritos e desejos de fazer corar as fadas que se escondem nos bosques da minha imaginação. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
Já andei por entre a desgraça de uma vida sem a notar. Já conheci terras que se amontoaram num sem fim de não-memórias. Mas notei-te a ti e guardei-te, qual história de encantar, no recanto mais explorado da minha mente. E relembro, como um filme, cada pormenor insensato de ti, como se gravar-te assim dentro do peito pudesse trazer-te de volta aos locais onde já não estamos. Não estamos mas eu quero estar. Num lugar qualquer. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
E ficam as ruas gastas dos meus passos vazios, à medida que avanço, sem pegadas nem alento. As pedras da calçada perguntam-me a onde vou. E, sorrindo-lhes, eu respondo que não sei. Onde vou? O que importa qual o destino dos meus passos? Avanço para ti. E não me importa aonde... eu só quero estar contigo!

Evidentemente


Está escondido atrás do meu sorriso, nos cantos dos meus olhos e da minha mente. Permanece no centro do meu pensamento, tentando inutilmente fazer-se despercebido.
Está aí. Onde transparece e grita, onde se nota e clama. E move-se de mansinho entre as paredes do labirinto de mim, eterno vagabundo sem outra casa ou outro intento de vida.
Está aí. Acorda-me de manhã sem me deixar dormir à noite e move-me, o dia inteiro, no desejo de que o dia se torne noite outra vez. Quando tento escapar-me, ele toca-me no ombro. Um aviso regular, que me faz revirar os olhos, tentar e desistir da busca pela coerência. Está aí. Como está o ar. Não há uma explicação lógica, não há uma agenda nem um motivo... nem precisa de haver.
Está oculto nos recantos de mim. E faz-me feliz mesmo quando choro. É desafortunado e difícil. É persistente e inevitável. Maduro e racional. Vive cheio de saudades do passado mas também tem saudades do que está por devir. E inventa histórias feitas de palavras ditas ou pensadas. Faz desenhos com essas histórias e deixa que a minha mente decida colori-las com tonalidades fortes e vibrantes. Transforma-me pensamentos em desejos. Desejos em sonhos. Sonhos em segredos que não se contam a ninguém.
Está aí. Inevitável como respirar ou como uma batida de coração. Não sei de onde veio. Não sei para onde vai. Mas sei que está. E tento contorná-lo, pé ante pé, algumas vezes, consciente de que me tapa a vontade do que é real e imediato. Mas ele não deixa. Avança comigo, cega-me um pouco e faz-me ver tanto...
Está escondido. Aí, escondido à vista de todos. E ninguém sabe. Ninguém vê. Ninguém sabe que fica atrás do meu sorriso, nos cantos dos meus olhos e da minha mente. Ninguém sabe que permanece no centro do meu pensamento. Mas ninguém precisa de saber... É esse o sentido do sentir. Acontece dentro de nós. Muda tudo em nós, sem nos mudar. E avança connosco, qual gigante invisível. Pode não ter nome. Pode não ser claro. Mas está lá, faz-me sempre sorrir, faz-me feliz... e é por ti, evidentemente.

3 de julho de 2013

Brasil em Progresso!

Desde o dia 20/06/2013 é acordada a ansia de melhoria de um povo.
Um povo guerreiro que vem vivenciando a falta de reparo público e  sendo tragado pelo genocídio étnicas, nacionais, raciais, religiosas e (por vezes) políticas;
Vivemos dores antecessoras que ainda nos trazem  reflexos. 
O ano de 2013, ficará marcado na vida de muitos brasileiros e até  marcado mundialmente.Ano que o Brasil hospeda a  COPA DAS CONFEDERAÇÕES, no qual teve todo um preparativo estabelecido pela FIFA em apenas 3 anos. Preparativos esses que recebeu investimentos invejáveis, para os estádios. Um país que perece de informação, saúde, mobilidade urbana,educação,lazer, segurança pública em uma só ambição  soube e pôde atender o comando do setor FIFA, e releva os anseios da sociedade.Uma sociedade que passa a ser esquecida, maltratada  e distante de toda a fachada de sua beleza.
O Brasil tem se reunido, em diversos estados, municípios e até países abraçando essa ideia de melhoria.
Fazemos passeatas  onde queremos chamar a atenção, de brasileiro e órgãos específicos que nós estamos aqui, e precisando de ações!

Muitas pessoas falaram:" acho rídiculo essas manifestações nos dias de jogos" , "isso é uma vergonha para o Brasil" , "tão quebrando tudo, bando de vândalos".
Mais são pessoas que apenas olha se quer para seu próprio umbigo.
Certo, tira a manifestação no dia de jogo. Mais quando é que  vc vai ser visto, ouvido  e ter repercursão nesse processo se não for assim? Vai esperar a turistada ver td lindo e maravilhoso, para viver de fachada?  Vergonha para o Brasil, é sim! Um país que vive hoje com o PIB mais alto, e vive em constante miséria, desigualdade social, em estado de calamidade... colégios sem professores CONTRATADOS [ pq  formados tem] Médicos sendo isolados [ perdendo vagas para médicos estrageiros] passagens de transportes mais caro e o PIOR!
Vandalismo tem sim, afinal  quem é vc  que não pode opinar no contra que já tem TANQUES DE GUERRA, VIATURAS, HELICÓPTEROS,BOMBAS DE EFEITO MORAL, ESPREI DE PIMENTA,BALA DE BORRACHA contra você? Queremos ser escutados e ATENDIDOS, cansamos da mesma ladainha, são 500 anos de um CICLO, no qual o poder impera e a maioria  tem que se render a esse genocídio. Vamos evoluir.Vamos avançar "Pátria Amada".  Vamos da orgulho a essa gente que coopera com esse PIB, que não retorna no investimento, vamos ter escolas e hospitais dignos.

Vamos antes de tudo INFORMAR, porque o que  o sistema mais teme, é um povo informado.
Pois quando entendemos dos nossos direitos, é difício aceitar qualquer coisa!
#Vem pra rua, vem que a gente cresce!
                                                            #Lugar de ladrão, é na cadeia!
                                                          #Abaixo essa ditadura disfarçada!
Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil.
Vamos a luta!

26 de abril de 2013

Um alô!

Salve, salve galerinha, meu tempo entrou em extinção. KKK
Não abandonei o blog.
Eu sempre curto está  escrevendo  para depois transcrever o blog e  digamos que isso tem me atrapalhado.
Tenho muitos post, pouco tempo e nada de atualização. --'
Me dá só mais um fds para agilizar, e garanto que me tornarei mais eficiente para ta mantendo  o blog.

Agora tbm já criei nossa pág no facebook, curte lá Pare & Repare.

Até breve, e vou voltar com tudo, estejam preparados para as muitas novidade do blog.

Tâmara Ferreira

12 de janeiro de 2013

Vaidade ♪

Banda Tanlan


Sou a criança que chorou logo ao nascer
O velho homem que morreu sem perceber
Eu sou o pó que se levanta de manhã e à noite, se foi

Sou a vontade incontrolável de chorar
A liberdade indesejável de errar
Eu sou um pouco menos do que eu quero
E muito mais do que não

Sou o desejo incorrigível de sorrir
A busca tão indiscutível por sentir
Um incompleto irresponsável
Pronto pra te dizer sim

Um hábito inútil, sem sentido, um vapor
Um indiscreto transitório, um louco sem pudor

Mas a vida ainda vale a pena
A vida ainda vale a pena

Eu sou o livro cuja capa não se pode ler
A dor e toda graça do que é viver
Eu sou o que sobrou de uma lembrança
A arrogância de ser

Sou egoísta e tento te dizer que não
O meu cinismo só revela a omissão
De quem assiste a um desfile triste
Um clichê em vão

A vaidade das vaidades, um vazio sem fim
A busca da realidade é o que me trouxe aqui


11 de janeiro de 2013

Raios de sol

Ainda existe aqueles que, assim como eu, ainda se emocionam com os últimos raios de sol que se despedem às cinco da tarde.

Do que está cheio teu coração?

"A boca fala do que o coração está cheio" (Lucas - 6:45), eu ouvi muito e nunca dei tanta importância por que eu na verdade não entendia!
Mais para entendermos eu faço outra pergunta: Do que você está se alimentando?
Você se alimenta de uma palavra, ela entra no teu coração e depois você vai colocar pra fora, ou seja você vai falar o que você ouviu mesmo sem querer!
Passe a amar, antes de tudo perdoar  é chato, mais é uma dádiva dos verdadeiros;
Daqueles que vence barreiras, sejam elas criadas ou imposta por circunstâncias.
Semeie, colha e faça o bem que o resto sempre vem.

-Valente!

Muitas meninas querem ser a princesa das histórias, não sei vocês mais nunca quis, eu sempre quis ser a menina que lutar por uma causa, luta pra salvar vidas, sempre quis ser a valente, corajosa, que toma atitude de mudar o lugar onde vive mesmo lutando até mesmo contra os costumes da época.
Acho que por que a vida de uma mulher é e tem que ser mais do que esperar pelo príncipe encantado, sendo humilhada pela madrasta.
Acho que é por isso que sempre quis entrar pra policia lutar pra salvar vidas, nunca consegui ou tentei de verdade, talvez essa não seja a vontade de Deus pra mim.