Tentei achar outra definição para isso, mais nem eu mesma entendo;
É incrível com as pessoas que já foram meu TUDO hoje não são nem meu NADA --'
São situações lamentáveis que eu nunca imaginei está falando mais a vida não para, mais repara;
repara nossas falhas, fraquesas, ideias, nossos quereres;
Tenho acreditado que a vida foi muito generoza comigo, de tantas emoções que percebo em pessoas que me rodeiam, sempre eu sou a menos atingida e a mais coerente com devidas situações de um dia-a-dia atribulado..fico a imaginar:" será que se fosse comigo, teria a mesma reação que eu incentivo?"
As vezes também são os simples acontecimentos que me fazem refletir;
Faço de tudo para "não cospir no prato que comeu" porém chega uma hora em que você, não está nem esnobando, mais também não coloca a situação mais em primeiro lugar, como já fiz e muito.
São reparadas que a vida me fez dá, sem nem eu perceber, veio com a sultileza, sua discreta soberbia.
Mudei sim, amadurecir, esquecir? não! Você foi um marco, que eu quero lembrar mais não quero "velar" uma coisa eu aprendir, se foi bom ou ruin, me acrescentou então faço o melhor para poder me aperfeiçoar.
Agora, triste são as interpretações, julgamentos em que o alvo sou eu;
31 de julho de 2012
30 de julho de 2012
Ela
Ela é a mulher que adora andar descalça na rua, porém dentro de casa precisa do chão limpo.
Será que isso quer dizer algo?
Não tem tantas recordações do passado.
Enterra tudo de uma maneira bem simples.
Apaixona-se e desapaixona-se instanta...neamente.
Basta uma pequena ação pra tudo ruir.
Constrói em pessoas uma imagem que talvez não seja delas,
Mas é quase inevitável.
Ainda não descobriu a fórmula pra deixar de fazer isso.
Escreve desde muito nova, mas não vê encanto nem novidade nas suas palavras.
Acha que tudo já foi dito por alguém.
Não acredita nas pessoas. Só em algumas. Não consegue evitar.
Dança sozinha, viaja e sonha nas músicas e poesias e acha que não tem nada mais belo no mundo.
Não fala difícil, aliás, não se impressiona com quem o faz, usa o simples pra se definir, embora seja complicada demais. Às vezes nem tanto.
Não usa maquiagem, mas sabe que fica bem melhor com os olhos pintados de preto, sabe da sensualidade de seus ombros, não admite. Mas adora exibi-los.
Aliás, ela se exibe, mas pra poucos.
Não tem medo de mudanças, mesmo que demore pra fazê-las acontecerem.
Brinca com os cabelos,corta, pois não tem pena de deixá-los ir embora.
Não tem medo de nada. Só de abismos. Mesmo adorando se jogar.
Tumultua as coisas mais simples, vê coisas onde não existe, talvez por ter a imaginação fértil demais. Poderia ser uma “Contadora de Histórias”. De tanto que sua imaginação dá voltas.
Já foi Luiza, Alice, Julieta, a sensual, a sexy e a romântica. Hoje é ela. Ainda não descobriu um nome pra sua personagem principal. Talvez o nome dessa vez seja o verdadeiro.
Mas como descobrir?
Dessa vez é a mulher sem ilusões, mas nunca sem sonhos.
Ela não gosta de flores, ai de alguém se mandá-las.
Não consegue disfarçar a cara de descontentamento...
Prefere apreciá-las em um jardim.
Não suporta sentir dor, se entope de remédios ao menor vestígio dela.
Talvez por isso nunca tenha feito uma tatuagem. Medo da dor. Medo não, pavor!
Mas ela sabe que assim que tiver coragem e fizer a primeira não vai conseguir parar, pois ela é assim, compulsiva! Compulsiva por café, compulsiva por doce, compulsiva por abraço e beijo na boca. Compulsiva por sexo. Não, não é mentira. Deve ser culpa dos astros, como diz uma amiga. Gosta do cheiro da pele, não precisa ter perfume. Gosta da boca com gosto de bebida, não muita. Embora não beba...
Vive triste, isso é normal, mas quem a vê pensa que tem uma alegria contagiante. Sim ela faz as pessoas felizes, mas poucos sabem que a alma dela é bem triste. Talvez seja isso que a faça escrever.
Não quer mudar, não vai mudar, pra ela o mundo pode ter salvação, mas ela não. Como disse certa vez um de seus poetas preferidos, Cazuza.
Exageradamente exagerada, não se contém, assusta as pessoas, assusta os homens, sempre assustou com sua mania de posse, mas sempre que algum quis embora, não os deteve.
“vai, se for mesmo meu, volta”
Alguns voltaram, outros não.
Alguns querem voltar, mas a sua mania de enjoar das coisas e das pessoas não permite.
Impossível manter um diálogo com alguém que não goste, mas com aqueles que ama, pode ficar muito tempo junto, e muitas vezes sem nada falar.
Mas ela teima em se esconder, se esconde, se cala, vive num mundo paralelo, o mundo das palavras. E muitas vezes não precisa de ninguém, nem de si própria.
Observa todos, mas se chega a poucos, imagina vozes e vidas...
Onde ela vive?
O que ela faz?
Se pinta, se borra, se beija, se odeia, se ama, tenta, se cansa, desiste, levanta.
Só quem a conhece pode saber.
Ah, e mais uma vez ela ama, e ama, e ama...
Talvez até amanhã, ou até daqui a pouco, ou pra sempre, ou por alguns segundos apenas.
Nunca se sabe.
Ela é exageradamente exagerada e efêmera.
Passa pela própria vida. Passa pela sua vida.
Presta atenção, ela pode nunca mais voltar...
E a poesia? Onde está?
Nem sempre é poesia, as vezes ela, é só ELA.
Fernanda Guiterio
Será que isso quer dizer algo?
Não tem tantas recordações do passado.
Enterra tudo de uma maneira bem simples.
Apaixona-se e desapaixona-se instanta...neamente.
Basta uma pequena ação pra tudo ruir.
Constrói em pessoas uma imagem que talvez não seja delas,
Mas é quase inevitável.
Ainda não descobriu a fórmula pra deixar de fazer isso.
Escreve desde muito nova, mas não vê encanto nem novidade nas suas palavras.
Acha que tudo já foi dito por alguém.
Não acredita nas pessoas. Só em algumas. Não consegue evitar.
Dança sozinha, viaja e sonha nas músicas e poesias e acha que não tem nada mais belo no mundo.
Não fala difícil, aliás, não se impressiona com quem o faz, usa o simples pra se definir, embora seja complicada demais. Às vezes nem tanto.
Não usa maquiagem, mas sabe que fica bem melhor com os olhos pintados de preto, sabe da sensualidade de seus ombros, não admite. Mas adora exibi-los.
Aliás, ela se exibe, mas pra poucos.
Não tem medo de mudanças, mesmo que demore pra fazê-las acontecerem.
Brinca com os cabelos,corta, pois não tem pena de deixá-los ir embora.
Não tem medo de nada. Só de abismos. Mesmo adorando se jogar.
Tumultua as coisas mais simples, vê coisas onde não existe, talvez por ter a imaginação fértil demais. Poderia ser uma “Contadora de Histórias”. De tanto que sua imaginação dá voltas.
Já foi Luiza, Alice, Julieta, a sensual, a sexy e a romântica. Hoje é ela. Ainda não descobriu um nome pra sua personagem principal. Talvez o nome dessa vez seja o verdadeiro.
Mas como descobrir?
Dessa vez é a mulher sem ilusões, mas nunca sem sonhos.
Ela não gosta de flores, ai de alguém se mandá-las.
Não consegue disfarçar a cara de descontentamento...
Prefere apreciá-las em um jardim.
Não suporta sentir dor, se entope de remédios ao menor vestígio dela.
Talvez por isso nunca tenha feito uma tatuagem. Medo da dor. Medo não, pavor!
Mas ela sabe que assim que tiver coragem e fizer a primeira não vai conseguir parar, pois ela é assim, compulsiva! Compulsiva por café, compulsiva por doce, compulsiva por abraço e beijo na boca. Compulsiva por sexo. Não, não é mentira. Deve ser culpa dos astros, como diz uma amiga. Gosta do cheiro da pele, não precisa ter perfume. Gosta da boca com gosto de bebida, não muita. Embora não beba...
Vive triste, isso é normal, mas quem a vê pensa que tem uma alegria contagiante. Sim ela faz as pessoas felizes, mas poucos sabem que a alma dela é bem triste. Talvez seja isso que a faça escrever.
Não quer mudar, não vai mudar, pra ela o mundo pode ter salvação, mas ela não. Como disse certa vez um de seus poetas preferidos, Cazuza.
Exageradamente exagerada, não se contém, assusta as pessoas, assusta os homens, sempre assustou com sua mania de posse, mas sempre que algum quis embora, não os deteve.
“vai, se for mesmo meu, volta”
Alguns voltaram, outros não.
Alguns querem voltar, mas a sua mania de enjoar das coisas e das pessoas não permite.
Impossível manter um diálogo com alguém que não goste, mas com aqueles que ama, pode ficar muito tempo junto, e muitas vezes sem nada falar.
Mas ela teima em se esconder, se esconde, se cala, vive num mundo paralelo, o mundo das palavras. E muitas vezes não precisa de ninguém, nem de si própria.
Observa todos, mas se chega a poucos, imagina vozes e vidas...
Onde ela vive?
O que ela faz?
Se pinta, se borra, se beija, se odeia, se ama, tenta, se cansa, desiste, levanta.
Só quem a conhece pode saber.
Ah, e mais uma vez ela ama, e ama, e ama...
Talvez até amanhã, ou até daqui a pouco, ou pra sempre, ou por alguns segundos apenas.
Nunca se sabe.
Ela é exageradamente exagerada e efêmera.
Passa pela própria vida. Passa pela sua vida.
Presta atenção, ela pode nunca mais voltar...
E a poesia? Onde está?
Nem sempre é poesia, as vezes ela, é só ELA.
Fernanda Guiterio
Desastrosos elogios
Desisti de elogiar as pessoas. Simples. Sempre li por aí nesses livros sobre comportamento humano que, numa briga, momento de fraqueza, ou mesmo grandiosidade alcançada pelo outro, enaltecer as qualidades e falar o que... gosta no outro, deixar às claras uma admiração até então não sabida fazia bem. Só que não. Pelo contrário: dava espaço a um relaxamento que nada tem a ver com a atualidade de relacionamentos, profissionalismos e cuidados básicos. Elogiou? Carregue consigo uma certeza que mais tarde se transformará em culpa, pra depois se tornar frustração e quem sabe um dia, arrependimento. Desdenhosos, os elogiados.
Às vezes, não precisa ser diretamente pra pessoa. Percebo que essa tendência no ar a diagnosticar o lado bom, as melhorias, o bônus e a parte boa alheia, por simplesmente comentar com uma amiga, escrever no diário ou cair na real do quanto fulano está sendo generoso, o namorado é o melhor do mundo, a mãe anda uma santa e, pronto: o mor resolve que o namoro não anda lá essas coisas, as pragas maternas voltam com mais força que nunca, e a fase fica complica também no terreno amistoso da coisa. Um nojo. Saída da mente, é como se enviada uma mensagem, sinal, indicativo que informe o outro: "desleixe, está ganho" ou "agora pode parar de se empenhar em ser bom o bastante, vamos ver se ela aguenta o tranco". O que não, porque nem sempre, como diria o sábio Amarante. Fica fácil se sentir idiotíssima por ter cagado tudo ao exaltar um momento positivo que vai tão logo veio e sai de cena depois de representar apenas o primeiro ato.
A gente eleva queridos, terceiros, outrem pra depois cair na conclusão de que as pessoas, assim como o mudo, não giram no lugar e colhem mudanças (desejadas, ou não) de cada situação, embaraço, queda, susto; tudo vira motivo pra aprendizado. É engrandecer o melhor de quem andava se esforçando, andando na linha, agindo conforme o script pra ter a desagradável surpresa de se sentir pequenininha e acuada ao não saber mais como agir e quem é aquele ali que a gente conhecia tão bem e agora não sabe mais? Poxa.
Assim é com relacionamento indo bem no dia-a-dia, relações familiares caminhando em paz, as amizades num otimismo de dar gosto. Só não dá pra elogiar muito. Um carinho aqui, outro mais lá adiante, de vez em quando, alternado e bem dosado, é benéfico, recomendável, totalmente a favor de uma sociedade feliz, mútua. Em conta-gotas, talvez, funcione melhor: o de sempre perde a graça, acaba com o próprio crédito. Pras vezes em que couber, mais crível, surpreendente, aceitável. Só vale é ser nunca, ou o mesmo que creditar o voto pra um mundo onde a frieza consiga instaurar regime e nos faça reféns dessa violação de uma alma mais leve depois de ouvir palavras certas. Peço, encarecidamente: não.
Do mundo eu quero mais...
Por um mundo com mais bolos de chocolate e cheiro de café no fim de tarde. Por um mundo com mais sorrisos no elevador, e menos cara feia pro vizinho. Por um mundo onde a gente aprenda a aproveitar os dias de sol, bem longe de casa. E curtir... os dias chuvosos, com direito a livro e edredom. Por um mundo onde possamos dizer ‘eu te amo’ ouvindo a resposta, mas que ela venha do coração. Sem-a-banalização-da-palavra-amor. Por um mundo com mais abraço apertado e olho no olho. Por um mundo onde o respeito esmague o preconceito. Por um mundo com mais sorvete e cachorro quente, e menos culpa na consciência depois. Por um mundo com muita música, filmes, literatura e algodão doce. Por um mundo com você aqui, pertinho de mim.
Karla Tabalipa
Karla Tabalipa
19 de julho de 2012
Aquele fardo;
Talvez eu devesse parar de me importar contigo. Talvez eu devesse tomar vergonha na cara e viver minha vida. Talvez eu devesse te apagar do meu coração,mas quem disse que consigo? Sabe,você foi tudo pra mim,foi sempre muito prestativa,sempre me ajudou,me confortou,me deu apoio. E eu também,sempre te ajudei,sempre estive contigo lá,dizendo que tudo ia melhorar,que eu não ia te deixar. Mas parece q...ue isso não foi o suficiente pra você,não é mesmo? Parece que eu não fui boa o suficiente pra suprir suas necessidades emocionais… E então,diante disso,você me deixou,disse coisas a mim que me machucaram profundamente,e se foi. É por isso que eu deveria parar de me importar,porque você não se importa,porque você não está nem ai pra mim. Enquanto isso,enquanto você segue tua vida,que pelo visto está melhor sem mim,eu choro por você. Sofro por você,sinto sua falta. Mas do que me adianta dizer tudo isso,você não vai voltar mesmo…
Por mais difício que seja
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