8 de janeiro de 2017

Super Ego ;)

Sou saudade em meio a solidão.
Feita de luz e também de escuridão
Entre a razão e a emoção, prefiro a contramão.
No final das contas, sigo sempre o coração.
Não sei se sou prosa, poesia ou canção.
Cansei de ser argumentação, elaborar explicação.
Sou uma simples frase em construção, cheia de erros esperando a correção.
Um texto sem nexo, meio confuso, precisando de uma boa revisão.
Colocar os pingos nos is, as vírgulas nos lugares certos e acabar com essa interrogação.
E deixar que a reticências termine a oração.
Não gosto de ponto final. Há muito a se dizer, mesmo quando as palavras se vão…

“Ninguém é tão ocupado. É só uma questão de prioridades”


Ninguém há de negar que a vida contemporânea requer um desdobramento absurdo de cada um de nós, em meio às mais diversas tarefas e obrigações que lotam as nossas agendas. Os horários de trabalho se estendem, a necessidade de estudos mais aprofundados, a jornada dupla, as contas que se avolumam ao fim de cada mês. Enfim, o dia a dia atual tornou-se uma maratona muitas vezes ingrata de responsabilidades com o que não é lazer, deixando-nos pouco espaço para os contatos descompromissados, para o recarregar baterias junto ao nada para fazer.
Por essa razão é que perdemos a vontade de sair da rotina, como se nossas forças já se esgotassem ao fim de cada expediente, uma vez que nem ao menos conseguimos nos desligar do trabalho quando não estamos trabalhando. Preocupam-nos os débitos bancários, os boletos intermináveis, o seguro vencendo, a crise econômica, a crise conjugal, a violência que espera nossos filhos lá fora, o medo de perder o emprego, perder os bens, o cartão de crédito.
E então nos esforçamos para arranjar um tempinho para caminhar na esteira, para levantar peso, para cuidar dos cabelos e das unhas, para fuçar a vida alheia nas redes sociais, enquanto negligenciamos o que de mais especial já possuímos: as pessoas que nos amam com verdade. Deixamos para lá a resenha com aquele amigo de todas as horas, a visita aos parentes queridos, o telefonema ao pai, à mãe. Deixamos para depois o ficar junto com o parceiro, que teima em procurar, em vão, pelo nosso olhar.
Não é preciso demorar-se por horas ao lado de alguém, para que nossa afetividade seja compartilhada, pois a intensidade do amor independe da quantidade, mas se alimenta do tanto de verdade que carregamos durante nossos encontros. Podem ser minutos, horas, não importa, porque o que importa é importar-se, seja através de um aperto forte de mão, de um bilhetinho grudado na geladeira, uma piscadinha repentina, um beijo estalado, um “te amo” do nada. Sempre teremos tempo para perguntar a quem amamos como foi o seu dia.
Por mais que estejamos cansados, esgotados, desanimados, ainda que o dia tenha sido decepcionante, mesmo quando a gente tenha levado rasteira atrás de rasteira, é preciso chegarmos à nossa casa com o propósito de entrar em um lar, fechando a porta para o que nos desagrada e não tem nada a ver com aquelas pessoas maravilhosas que nos aguardam ao fim do dia. Ali nos lembraremos de que somos amados o bastante para acreditar no poder do amanhã, na força do amanhecer e das esperanças que cada novo dia nos traz.

30 de dezembro de 2016

2016, ano que me exigiu CORAGEM!

Parece que nesse ano a vida pegou pesado com a gente, exigindo aprendizados e evoluções, pedindo que cumpríssemos lições antigas, que entendêssemos um pouco melhor nossa missão, que fechássemos ciclos e nos reinventássemos.

Aqueles velhos desafios, aquelas provas que a gente deixava pra depois, aquele contato com o nosso profundo que não ousávamos ter, desculpando-nos com a falta de tempo e com o acúmulo das tarefas importantes da vida, neste ano não tivemos como prorrogar de novo. A vida foi incisiva: evolua logo pessoa de Deus! Agora é a sua verdade ou o mundo te atropelando.

Ano que exigiu da gente coragem: os mais humildes tiveram que aprender a impor limites, a falar não, a amar mais a si próprios, a expressar opiniões, a mostrar a voz.

Como nunca, o mundo precisou ouvir os que têm a alma mais serena e andaram se escondendo nas sombras dos grandes egos.

Também exigiu coragem dos mais vaidosos e imodestos: esses tiveram que aprender a ouvir, a flexibilizar suas verdades, a ver que tudo é relativo.

A vida deu tantas chances, muitas vezes nada fáceis, mas as possibilidades de crescimento estavam aí. Muita gente empacou no espaço sem forma entre as mortes de hábitos e personalidades e o renascimento de si mesmo. Mas a vida estava aí disposta a ajudar nessa evolução, pelo amor ou pela dor. Algumas pessoas tiveram coragem de atravessar os próprios desafios.

Ano de tantos lutos este, de fechamento de ciclos. Feliz de quem, apesar das lutas, das dores, das mudanças inevitáveis e difíceis, escolheu sair do casulo e borboletar-se, e experimentar as novas asas. Feliz de quem se descobriu, despiu e libertou. Feliz de quem perdeu um pouco a noção do próprio umbigo e desenvolveu um olhar mais consciente para o íntimo.

2016 nos pediu para sermos rápidos, foi curso intensivo sem férias, foi o agora ou nunca pra tanta coisa.

O universo político deu tantas voltas e reviravoltas, e teve gente que começou a perceber que antes de revolucionar o mundo, precisamos revolucionar a nós mesmos. A micropolítica despontou mais forte, as atuações nos pequenos grupos, como cidadãos, como entidades dividindo este planeta com tantos outros seres, como a importância de olhar para fora da própria bolha de proteção e fazer o que se pode no seu metro quadrado de existência.

Foi o ano do salve-se quem puder, e quem sacou que primeiro deve-se colocar a máscara de oxigênio em si mesmo, pôde ajudar melhor ao próximo, quem aprendeu a autoconectar-se e parou com a corrente elétrica de sugação energética, termina o ano de alma lavada.

Quem parou de buscar no outro e no mundo complementos para o próprio vazio e percebeu que as fontes são internas, evoluiu.

2016 foi um ano de passagem, foi escuro, mas com o vislumbre da luz no fim do túnel, teve gente que preferiu parar no meio do caminho, fechar os olhos e se agarrar nas paredes daquilo que já não são mais. Outros, no entanto, estão colhendo os frutos de suas coragens, acompanhando a dança de um mundo que se transforma por completo.

Ano do desapego, que gerou grandes dores mas também grandes libertações porque nos empurrou mais pra perto da nossa própria verdade essencial.


E eu? 
Eu, em meio  a isso tudo escolhi borboletar-me! 
Avancei, aprendi e hoje agradeço.
Sem tudo isso.. não seria tão completa em aprendizado como sou hoje.
E antes de tudo, a Ele que foi sustento de todas a lágrimas.
As de medo, dor e vontade de desistir.. quanto as de alegria, e avanço!
Obrigado Senhor por toda resiliência, que fui conduzida à praticar.
2017, tem mais ;)

Somos a soma de todos os afetos..

 Sempre usei a frase: É que teu afeto, me afetou de fato. E baseado nisso  tenho como premissa tal conclusão;

As pessoas que nos rodeiam nos afetam mais do que pensamos. Mesmo que não nos demos conta, a atitude e a forma como falam conosco, a perspectiva de mundo alheia e até mesmo o estado de ânimo dos outros nos influenciam muito. Por esse motivo é inteligente escolher as boas pessoas, as pessoas que quando estão ao nosso lado nos enchem de boas sensações.


Karl Marx disse uma vez: “Rodeie-se de pessoas que te façam feliz. As pessoas que te fazem rir, que te ajudam quando você precisa. As pessoas que realmente se preocupam. Elas são as que vale a pena ter em sua vida. Todos os outros estão de passagem”. Essas palavras são uma grande verdade, porque, no fim, quem em seu são juízo se rodearia de pessoas que os fazem infelizes?


“Um amigo é aquele que sabe de tudo de ti, e apesar disso te quer bem”

-Elbert Hubbard-

Rodear-se de boas pessoas não é tão simples como parece, mas não é impossível. Para se rodear das pessoas adequadas é importante identificar as pessoas que não deviam estar lá e manter-se longe delas. Também é crucial identificar as boas pessoas para esforçar-se e mantê-las na nossa vida. Não é simples, mas quando aprendermos a filtrar as pessoas erradas, aí as pessoas adequadas chegarão de forma natural em nossa vida.


Faça uma limpeza nas suas amizades


Há algum sentido para você tentar colocar um vestido que não cabe em você? O mesmo acontece com as amizades: vale a pena conservar amizades que não trazem nada para sua vida? Há pessoas que não te fazem se sentir bem, e não é uma boa ideia mantê-las ao seu lado. Não significa que sejam más pessoas, só que talvez não sejam boas pessoas especificamente para você.


Aprecie o fato de que é possível ter grandes memórias com algumas pessoas, mas reconheça e aceite também que corriqueiramente algumas pessoas – e até mesmo você – mudam e é melhor deixá-las fora de sua vida ou ao menos não tão perto emocionalmente. Quando nos referimos a amizades, é necessário ficar com a qualidade e não com a quantidade.


É como ter um armário cheio de roupas que não servem em você porque caem mal, te apertam ou até mesmo te machucam… para que ter tantas peças de roupa se não vão te servir ou te fazer se sentir bem? É melhor ter menos peças e que essas sejam perfeitas pra você, confortáveis, te fazendo feliz.


Crie um filtro para amizades tóxicas e saudáveis


Ninguém quer perder bons amigos por tomar decisões erradas, por isso aprender a criar um filtro te ajudará a saber quem você quer em sua vida e com quem é melhor criar um pouco de distância emocional. Se não é possível se afastar fisicamente dessas pessoas, temos a possibilidade de criar um limite emocional que nos faça sentir devidamente afastados.


amigas-triste


Pense sobre as pessoas que não te fazem se sentir bem, as que não te mostram que você é importante para eles, que fazem, com suas atitudes, com que você se sinta mal. Aquelas que fazem com que você se sinta emocionalmente cansado, aqueles que roubam sua energia positiva… pense bem se realmente precisa deles na sua vida.


Esse exercício é necessário porque te ajudará a detectar esse tipo de pessoa tóxica no futuro e você poderá se afastar delas no momento em que notar que não te trazem o mesmo que você dá a elas. Isso pode parecer um pouco duro, mas não há necessidade de se sentir culpado, é necessário para nossa saúde emocional que seja assim. Os amigos são um grande tesouro, mas só aqueles que realmente trazem felicidade para nós.




Atraia as boas pessoas para você


Assim como é necessário termos um filtro, também é preciso atrair as pessoas adequadas para nós. A atração das pessoas adequadas para a nossa vida é muito simples, só temos que ser nós mesmos.Uma vez que uma pessoa mostra ao outros quem é na realidade, as pessoas que se sintonizam com sua maneira de ser se aproximam e, assim, criam sentimentos positivos.


Enterre as máscaras que te ajudam a fingir ser outra pessoa, e desse modo não se aproximarão de você as pessoas erradas. Não se sinta obrigado a aceitar um convite de alguém para tomar café só para ser educado se essa pessoa te chateia ou simplesmente não te interessa. Deixe de vestir-se como você não gosta só para se encaixar com os outros.


amigas-boas


Diga o que sente como quiser dizer, comporte-se na frente dos outros como sente que deve fazer e sinta suas emoções livremente. Ao fazer isso você começará a se sentir livre e apreciar a verdadeira amizade, essa que traz magia para a vida. Não tenha medo de ser quem você é, mostre-se transparente e atraia os amigos reais.


Não há nada de errado em decidir quem você quer ao seu lado, em reconhecer quem são as boas pessoas e ficar próximo a elas. O fato de que algumas pessoas não sejam adequadas para nós não significa que sejam pessoas ruins, podem ser pessoas incríveis, só que não encaixam conosco por algum motivo.

25 de junho de 2014

Bolhas de Sabão

Bem no fundo, lá no fundo nós sabemos o que queremos.
Mas, temos medo de apostar. Preferimos por vezes, nos enxergar vazio, quando  já estamos consolidados, porém, com medo de nos expor.
Expor um sentimento quem pode ter 2 lados, o correspondido ou não.
Seja qual dimensão, e esfera  esse sentimento toda frustração, é uma derrota, mas, antes que chegassemos em  um definitiva respostas, nós anulamos lá atrás, onde deixamos de participar, e expor. O medo do negativo é tão convicto, que muitas vezes nos impede de querer saber se teríamos outra resposta, nos inibe de tentar, nos frustram, nos atrofiam.
E se  não tivermos forças, para abandonar a negatividade, vagaremos como bolhas de sabão, lindas, singelas, vazias e frágeis. As raras, que ainda sobem aos poucos, estão só.

9 de março de 2014

Eclipse

Diz uma lenda que o Sol e a Lua sempre foram apaixonados um pelo outro, mas nunca podiam ficar juntos, pois a Lua só nascia ao por do Sol. Sendo assim, Deus na sua bondade infinita criou o eclipse como prova que não existe no mundo um amor impossível.
— Desconhecido.

O número muda;

Insistir naquilo que já não existe, é como calçar um sapato que não te cabe mais!
Machuca, causa bolhas, chega a carne viva e sangra…
Então melhor é ficar descalça.
Deixar livre o coração, enquanto vive…
Deixar livre os pés, enquanto cresce…
Porque quando a gente cresce o número muda!

17 de novembro de 2013

Aos olhos da lua :)

A Lua olhou para baixo. Outrora fora o seu encanto. O mundo dos homens fascinara-a, no tempo em que os homens eram do mundo. Lembrava-se concretamente de rios sem barragens, de florestas sem gruas, de vilas sem cimento. Lembrava-se concretamente do verde, do azul. Um diamante em bruto, cheio de vida, sempre que olhava para baixo.
O Sol tinha-a avisado: "Não te iludas! Um dia, quando te beijar, não vais olhar para baixo e sorrir. Há na aprendizagem humana todos os meios que levam ao caos.". Ela tinha-o ignorado. O Sol podia ser quente mas também era pessimista. Os humanos eram fascinantes. Honravam-nos com oferendas e flores, com cânticos e orações. A Deusa Lua, o Deus Sol. Honravam a Terra e a Água e o Ar e o Fogo. O Fogo... lembrava-lhes a alegria quando o tinham descoberto.
Em tempos fora o seu encanto: olhar para baixo e encontrar florestas virgens, rios indomados, mares sem portos, pessoas que sabiam qual a imensidão da Mãe Natureza.
Então, por força do hábito, a lua olhou para baixo. Olhou na busca de uma ilusão. Fitou primeiro os passeios cinzentos, depois a imensidão vermelha e negra dos telhados, depois as florestas de betão. Suspirou. Era triste olhar para o mundo, naqueles dias. Triste como imaginar uma noite sem o beijo do Sol. Uma noite de escuridão.
Desviou o olhar. Acima de si, apenas o negro, ao seu lado o seu eterno amante, debaixo de si a destruição. Queria chorar e não podia. Era uma das coisas que nenhum Deus tinha dado à Lua: olhos que chorassem a devastação que viam.
Lançou um olhar de soslaio ao Sol. Ele dormia, descansado, com o brilho colado ao seu rosto. Como podia ele dormir tão descansado? O mundo, abaixo deles, já não os honrava. As flores tinham dado lugar a estatuetas disformes. Os rios corriam, imundos, para um mar tóxico que ceifava a vida a tantos, tantos seres vivos.
A Lua olhou para baixo. Não porque houvesse algo que valesse a pena ver mas apenas porque o caos lhe puxava o olhar minguante para um infinito de nada. Desesperou nesse olhar, como tinha desesperado antes, tantas vezes. O que seria de si quando os monstros voltassem? Destruiriam a sua face com mais do que bandeiras e pegadas? E se, olhando para si, disforme como a Terra, o Sol já não viesse para lhe beijar o rosto?
A Lua olhou para baixo. Se houvesse uma gota de água nos seus mares, teria chorado. Como não havia, afastou-se um pouco do Sol e fez-se nova para que ninguém, naquele mundo destruído, olhasse o céu e percebesse como ela estava triste.

Contigo


Pode ser uma lagoa ou uma praia ou um coreto. Pode ser o meio da rua, uma esquina qualquer, um banquinho de jardim já meio sem cor. Pode ser o topo da montanha, o vale mais profundo, a floresta mais inóspita. Pode ser uma cascata ou uma cidade suja, com casas cinzentas e pessoas cinzentas a viverem meias vidas. Pode ser um trilho por explorar ou uma ponte de betão. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
Já andei por entre flores sem ver mais do que o negrume da cidade. E já nadei em águas correntes sem sentir mais do que o frio e a vontade da morte. Já caminhei junto ao mar, desejando que o céu se abatesse. O lugar onde nós estamos realmente é o que fica dentro da alma. Não gosto do mundo sem ti. O mundo sem ti pode ter praias e cascatas e florestas. Mas não tem alma, não tem vida, não tem cor.
Por isso, pode ser aqui, pode ser aí, pode ser num lugar que não seja teu nem meu. Pode ser além da distância, por entre a podridão ou no centro da mais pura das essências. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
Não há mapas que me levem até ti. Mas olhando para encruzilhadas e caminhos, compreendo que és o único local onde quero estar. Há mais do que lagoas e praias e coretos no teu abraço. O teu abraço tem constelações e galáxias e universos que ficam além do universo. O teu abraço tem poemas que ainda não foram escritos e desejos de fazer corar as fadas que se escondem nos bosques da minha imaginação. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
Já andei por entre a desgraça de uma vida sem a notar. Já conheci terras que se amontoaram num sem fim de não-memórias. Mas notei-te a ti e guardei-te, qual história de encantar, no recanto mais explorado da minha mente. E relembro, como um filme, cada pormenor insensato de ti, como se gravar-te assim dentro do peito pudesse trazer-te de volta aos locais onde já não estamos. Não estamos mas eu quero estar. Num lugar qualquer. Não me importa aonde. Eu só quero estar contigo.
E ficam as ruas gastas dos meus passos vazios, à medida que avanço, sem pegadas nem alento. As pedras da calçada perguntam-me a onde vou. E, sorrindo-lhes, eu respondo que não sei. Onde vou? O que importa qual o destino dos meus passos? Avanço para ti. E não me importa aonde... eu só quero estar contigo!

Evidentemente


Está escondido atrás do meu sorriso, nos cantos dos meus olhos e da minha mente. Permanece no centro do meu pensamento, tentando inutilmente fazer-se despercebido.
Está aí. Onde transparece e grita, onde se nota e clama. E move-se de mansinho entre as paredes do labirinto de mim, eterno vagabundo sem outra casa ou outro intento de vida.
Está aí. Acorda-me de manhã sem me deixar dormir à noite e move-me, o dia inteiro, no desejo de que o dia se torne noite outra vez. Quando tento escapar-me, ele toca-me no ombro. Um aviso regular, que me faz revirar os olhos, tentar e desistir da busca pela coerência. Está aí. Como está o ar. Não há uma explicação lógica, não há uma agenda nem um motivo... nem precisa de haver.
Está oculto nos recantos de mim. E faz-me feliz mesmo quando choro. É desafortunado e difícil. É persistente e inevitável. Maduro e racional. Vive cheio de saudades do passado mas também tem saudades do que está por devir. E inventa histórias feitas de palavras ditas ou pensadas. Faz desenhos com essas histórias e deixa que a minha mente decida colori-las com tonalidades fortes e vibrantes. Transforma-me pensamentos em desejos. Desejos em sonhos. Sonhos em segredos que não se contam a ninguém.
Está aí. Inevitável como respirar ou como uma batida de coração. Não sei de onde veio. Não sei para onde vai. Mas sei que está. E tento contorná-lo, pé ante pé, algumas vezes, consciente de que me tapa a vontade do que é real e imediato. Mas ele não deixa. Avança comigo, cega-me um pouco e faz-me ver tanto...
Está escondido. Aí, escondido à vista de todos. E ninguém sabe. Ninguém vê. Ninguém sabe que fica atrás do meu sorriso, nos cantos dos meus olhos e da minha mente. Ninguém sabe que permanece no centro do meu pensamento. Mas ninguém precisa de saber... É esse o sentido do sentir. Acontece dentro de nós. Muda tudo em nós, sem nos mudar. E avança connosco, qual gigante invisível. Pode não ter nome. Pode não ser claro. Mas está lá, faz-me sempre sorrir, faz-me feliz... e é por ti, evidentemente.

3 de julho de 2013

Brasil em Progresso!

Desde o dia 20/06/2013 é acordada a ansia de melhoria de um povo.
Um povo guerreiro que vem vivenciando a falta de reparo público e  sendo tragado pelo genocídio étnicas, nacionais, raciais, religiosas e (por vezes) políticas;
Vivemos dores antecessoras que ainda nos trazem  reflexos. 
O ano de 2013, ficará marcado na vida de muitos brasileiros e até  marcado mundialmente.Ano que o Brasil hospeda a  COPA DAS CONFEDERAÇÕES, no qual teve todo um preparativo estabelecido pela FIFA em apenas 3 anos. Preparativos esses que recebeu investimentos invejáveis, para os estádios. Um país que perece de informação, saúde, mobilidade urbana,educação,lazer, segurança pública em uma só ambição  soube e pôde atender o comando do setor FIFA, e releva os anseios da sociedade.Uma sociedade que passa a ser esquecida, maltratada  e distante de toda a fachada de sua beleza.
O Brasil tem se reunido, em diversos estados, municípios e até países abraçando essa ideia de melhoria.
Fazemos passeatas  onde queremos chamar a atenção, de brasileiro e órgãos específicos que nós estamos aqui, e precisando de ações!

Muitas pessoas falaram:" acho rídiculo essas manifestações nos dias de jogos" , "isso é uma vergonha para o Brasil" , "tão quebrando tudo, bando de vândalos".
Mais são pessoas que apenas olha se quer para seu próprio umbigo.
Certo, tira a manifestação no dia de jogo. Mais quando é que  vc vai ser visto, ouvido  e ter repercursão nesse processo se não for assim? Vai esperar a turistada ver td lindo e maravilhoso, para viver de fachada?  Vergonha para o Brasil, é sim! Um país que vive hoje com o PIB mais alto, e vive em constante miséria, desigualdade social, em estado de calamidade... colégios sem professores CONTRATADOS [ pq  formados tem] Médicos sendo isolados [ perdendo vagas para médicos estrageiros] passagens de transportes mais caro e o PIOR!
Vandalismo tem sim, afinal  quem é vc  que não pode opinar no contra que já tem TANQUES DE GUERRA, VIATURAS, HELICÓPTEROS,BOMBAS DE EFEITO MORAL, ESPREI DE PIMENTA,BALA DE BORRACHA contra você? Queremos ser escutados e ATENDIDOS, cansamos da mesma ladainha, são 500 anos de um CICLO, no qual o poder impera e a maioria  tem que se render a esse genocídio. Vamos evoluir.Vamos avançar "Pátria Amada".  Vamos da orgulho a essa gente que coopera com esse PIB, que não retorna no investimento, vamos ter escolas e hospitais dignos.

Vamos antes de tudo INFORMAR, porque o que  o sistema mais teme, é um povo informado.
Pois quando entendemos dos nossos direitos, é difício aceitar qualquer coisa!
#Vem pra rua, vem que a gente cresce!
                                                            #Lugar de ladrão, é na cadeia!
                                                          #Abaixo essa ditadura disfarçada!
Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil.
Vamos a luta!

26 de abril de 2013

Um alô!

Salve, salve galerinha, meu tempo entrou em extinção. KKK
Não abandonei o blog.
Eu sempre curto está  escrevendo  para depois transcrever o blog e  digamos que isso tem me atrapalhado.
Tenho muitos post, pouco tempo e nada de atualização. --'
Me dá só mais um fds para agilizar, e garanto que me tornarei mais eficiente para ta mantendo  o blog.

Agora tbm já criei nossa pág no facebook, curte lá Pare & Repare.

Até breve, e vou voltar com tudo, estejam preparados para as muitas novidade do blog.

Tâmara Ferreira

12 de janeiro de 2013

Vaidade ♪

Banda Tanlan


Sou a criança que chorou logo ao nascer
O velho homem que morreu sem perceber
Eu sou o pó que se levanta de manhã e à noite, se foi

Sou a vontade incontrolável de chorar
A liberdade indesejável de errar
Eu sou um pouco menos do que eu quero
E muito mais do que não

Sou o desejo incorrigível de sorrir
A busca tão indiscutível por sentir
Um incompleto irresponsável
Pronto pra te dizer sim

Um hábito inútil, sem sentido, um vapor
Um indiscreto transitório, um louco sem pudor

Mas a vida ainda vale a pena
A vida ainda vale a pena

Eu sou o livro cuja capa não se pode ler
A dor e toda graça do que é viver
Eu sou o que sobrou de uma lembrança
A arrogância de ser

Sou egoísta e tento te dizer que não
O meu cinismo só revela a omissão
De quem assiste a um desfile triste
Um clichê em vão

A vaidade das vaidades, um vazio sem fim
A busca da realidade é o que me trouxe aqui


11 de janeiro de 2013

Raios de sol

Ainda existe aqueles que, assim como eu, ainda se emocionam com os últimos raios de sol que se despedem às cinco da tarde.

Do que está cheio teu coração?

"A boca fala do que o coração está cheio" (Lucas - 6:45), eu ouvi muito e nunca dei tanta importância por que eu na verdade não entendia!
Mais para entendermos eu faço outra pergunta: Do que você está se alimentando?
Você se alimenta de uma palavra, ela entra no teu coração e depois você vai colocar pra fora, ou seja você vai falar o que você ouviu mesmo sem querer!
Passe a amar, antes de tudo perdoar  é chato, mais é uma dádiva dos verdadeiros;
Daqueles que vence barreiras, sejam elas criadas ou imposta por circunstâncias.
Semeie, colha e faça o bem que o resto sempre vem.

-Valente!

Muitas meninas querem ser a princesa das histórias, não sei vocês mais nunca quis, eu sempre quis ser a menina que lutar por uma causa, luta pra salvar vidas, sempre quis ser a valente, corajosa, que toma atitude de mudar o lugar onde vive mesmo lutando até mesmo contra os costumes da época.
Acho que por que a vida de uma mulher é e tem que ser mais do que esperar pelo príncipe encantado, sendo humilhada pela madrasta.
Acho que é por isso que sempre quis entrar pra policia lutar pra salvar vidas, nunca consegui ou tentei de verdade, talvez essa não seja a vontade de Deus pra mim.